quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Resenha do Capitulo Amarelo e Vermelho: Aluna TERESA CIDREIRO

CAPITULO AMARELO

      O capitulo pretende aborda o assunto da cor na dimensão que se consideram mais instigante: o da dimensão da cultura, onde  se vai colocar questões acerca do simbolismo e da constituição da linguagem específica das cores, que mantém vínculos com a unidade biológica e, ao mesmo tempo, com a diversidade cultural do homem. Sendo assim, falando dos códigos terciários da comunicação da cores, que são os códigos culturais. No decorre do capitulo, começa-se a explicar que a cor, para o estado na forma de códigos culturais, assumirá, no seu papel de informação cultural a função de texto, neste sentido carregado de simbolismo. Com isso, se conclui que a cultura e um sistema de códigos socialmente compartilhados. A simbologia das cores dependerá do armazenamento e a transmissão do seu conteúdo.
      No decorre do texto, o autor vai demostrando diversos casos em que as cores no âmbito popular, possuem outro forma de significado. Ele da exemplos, de como o preto, um simbolo ocidental de luto e de morte, se torna uma cor viva e de alegria no carnaval carioca de 1997. De como o amarelo, que em algumas culturas, e relacionada à loucura, à mentira, à traição e a inveja, se tornou um simbolo de alegria, do calor, do ouro, do fruto maduro e do tropicalismo, em 1984 nos protestos pela "Direta Já". Mostrando que a cor e importante como recurso de linguagem nos discursos e na mídia.
     Em seguida, ele relembra que a estrutura fundamental dos códigos terciários, é construída sobre oposições: que ela e binária, a binaridade e organizada em polaridades, e a polaridade é assimétrica. Então ele começa a mostra como podemos estudar os signos cromáticos a partir dessa estrutura. Começando assim a discutir e exemplificar a correspondência cromática da binariedade, com exemplo da vida-morte que está na oposição branco e preto, e que essa relação e normalmente polarizada e assimétrica, atribuindo-se o valor positivo ao branco e o valor negativo ao preto. Assim, no decorre de seus exemplos sobre essa estrutura, podemos notar que não há uma fidelidade absoluta na oposição cultural das cores, mostrando que os valores negativos e positivos são dados , normalmente, ao signo mais forte. Concluindo portanto, que na simbologia das cores, é possível encontrar uma codificação binaria que já incorpora as duas possibilidades de polaridade, dois sentidos opostos para a mesma cor: o positivo e o negativo.
         Para concluir o capitulo, o autor começa a observa que a cor depende muito mais da linguagem natural (verbal) e dos instrumentos de armazenamento e transmissão do que muitos outros códigos. Ele ressalta que não cabe a gente se referir a nenhuma capacidade biológica ou genética do homem, mas se tratando do repertório que cada sociedade pode adquirir e como isto pode interferir na codificação de determinada linguagem. E que uma deficiência vocabulária não corresponde  necessariamente a uma deficiência na percepção das cores, porque o  mas importante e a sua organização, o seu armazenamento e a transição dessas informações cromáticas para casa sociedade.

CAPITULO VERMELHO

       O capitulo vermelho ira aborda o trajeto do sentido e da influência recíproca dos tipos de códigos da comunicação. E para isso escolheu uma cor para essa analise mais elabora da cor: o vermelho. E iniciado seu estudo, mostrando que o vermelho e uma da cores mais agressivas da paleta de cores. Isso porque, no estudo da física da luz, essa cor corresponde a um comprimento de onda de aproximadamente, 630 a 760 milimícrons; esse dado, somado a outros da fisiologia do olho humano, revela que o vermelho está no limite entre a cor visível, derivando daí parte da agressividade que é característica dessa cor.
        Logo em seguida, o autor então começa a mostra que para melhor compreender a força do vermelho, é preciso estudar as outras cores que, atuando em oposição ou proximidade, ajudam a definir seu espaço simbólico. Começando assim pelo cor verde, porque, apesar de fisicamente o azul ser uma cor que transmite tranquilidade, normalmente se atribui essa característica ao verde. Essa característica e explicada melhor fazendo uma analise através da física, procurando a relação correspondente entre essa expressão fisica da cor verde e depois sua percepção cultural. Portando, fisicamente o verde e uma cor que ocupa a posição central no espectro eletromagnético, ou seja, está equidistante dos seus dois extremos. É na percepção dos matizes predominantemente verdes que a retina encontra seu ponto de maior sensibilidade, tanto nos cones quanto nos bastonetes, e, também por esse motivo, o verde será a cor recebida de forma menos agressiva. com maior passividade. A parti dai o autor começa a exemplificar as diversas percepção cultural que o verde possui, como e a cor da esperança, do jogo, da permissão e do equilíbrio. Ressaltando no final, que apesar de apresentar todas essas ideias sobre o verde, como outras core, tende a assimilar um pouco das características da cor para qual manifesta tendência, reiterando o importante fato de que, na simbologia das cores, é possível encontrar uma codificação binaria e assimétrica, ou seja, dois sentidos opostos para cada cor: tanto negativo quando positivo.
      Depois de definido o espaço de oposição ao verde e com a binariedade assimétrica dos códigos culturais, volta a estudar o vermelho e buscar as suas relações na percepção cultural, onde encontraremos significados opostos como violência e paixão ou guerra e amor, convivendo na mesma cor. Com isso o autor começa a exemplificar as diversas simbologias que a cor possui, como ser a cor do amor divino, a cor de Dionísio, a cor da imposição, a cor do glamour, a cor que impõe status e a cor da revolução.
         Com todo esse estudo de cores, e principalmente do vermelho, o autor finaliza o capitulo apresentando um exemplo da aplicação da simbologia das cores na mídia, escolhendo o veículo de informação jornalistico de meio impresso, para assim trabalhar com as capas dessas revistas, de modo a manter, no possível, a unidade nos recursos técnicos no uso da cor, e que se apresentara apenas o estudo do uso do vermelho. Assim, se dará exemplos do uso do vermelho nas capas da revista Veja, semanário nacional com mais de trinta anos de circulação. Com isso se inicia a analise de 58 capas, que a cor vermelha  esta destacada, que a revista lançou durante sua existência. O autor mostra que essa cor foi utilizada pela revista com aspectos, principalmente de valores negativos, mais também positivos, revolucionários ou de apelo sexual. Com isso o autor finaliza dizendo que o vermelho, para a revista Veja, quando cor predominante, está vinculado sobretudo à ruptura da ordem social, observando que em muitas vezes é a cor que se impõe. Isso nos mostra que a linguagem cromática está ai, sendo produzida ou se impondo, esperando que atentemos a ela. E que a cor, quando ocupa o espaço destacado e adequado, adquire um simbolismo e pode ser utilizado a favor da informação e da comunicação.



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