terça-feira, 3 de maio de 2011

MODULO 01

Título: ANALISE DAS FOTOS DO FOTOGRAFO  BORIS KOSSOY
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
                Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
                Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com) 
Palavras-chave: Primeiras Fotos; Fantastico; New York; Brasil 70; Dos Anos 80 ate o presente; fotografia; Boris Kossoy

Title: ANALYSIS OF PHOTOS OF THE PHOTOGRAPHER BORIS KOSSO
Autores:  Nayara Pinheiro  (nayarapin@hotmail.com)
                Michelle Moreira (michelle.design.ufu@gmail.com)
                Teresa Cidreiro (teresa_cidreiro@hotmail.com)
Keywords : First Photos; Fantastic; New York; Brazil 70; The 80 until the present; photography; Boris Kossoy 

1. Introdução
Esse artigo foi escrito para mostra a essência das fotos do fotografo Boris Kossoy.

2.Referencial teórico-conceitual
Como base pro artigo, foi utilizado o texto do escritor Arlindo Machado, “A Ilusão Espetacular: Introdução a fotografia”, onde o autor explicita, de forma contundente, os diversos meandros da fotografia na sua tentativa de se manter como fiel representação da realidade, e consequentemente, na manutenção da perspectiva central como uma representação realista e desprovida de uma ideologia intrínseca. A partir daí, mostra imagens que obtiveram êxito em se desprender dessas armadilhas, denunciando o próprio mecanismo de ação do chamado "efeito especular". Uma das questões centrais é o fato da fotografia, assim como as pinturas renascentistas, permitirem ao observador colocar-se no lugar do autor, tomando para si aquela perspectiva como real, sem perceber que seu olhar está preso e dirigido. A descosntrução desse processo implica necessariamente na denúncia desse movimento, produzindo imagens em que essa "transferência de subjetividade" não possa ocorrer, ao menos de imediato. Portanto, imagens em que a perspectiva é distorcida, ou que a leitura é difícil, servem a esse propósito.
Assim, através da leitura desses texto foi tirado as conclusões para as analises das fotos selecionadas do fotografo Boris Kossoy.
 
3.Materiais e métodos
Nesse artigo serão analisadas as fotografias do fotografo Borris Kossoy, através do foco, da cor e de seu enquadramento, apesar que o fotografo se utiliza praticamente de apenas fotos em preto e branco, possuindo poucas coloridas.

4. Discussão e análise dos resultados

Nestas fotos, que foram as primeiras tiradas por Boris, ele retrata a cidade de São Paulo em meados de 50 e 60.
Realizando a análise destas fotos, percebe-se  que quase todas passam uma imagem de uma realidade triste da cidade de São Paulo, como nas que o fotógrafo retrata a periferia. Nesse sentido as cores (preto e branco), contribuem para acentuar essa realidade triste da cidade.
Na foto 4 da periferia, observa-se uma placa na residência com um anúncio: “Parteira”; e também há nesta foto um carro funerário, o que faz pensar que alguém morreu, e que provavelmente foi a mãe ou o filho. Também nessa foto, percebe-se que o contraste do branco do céu, com o preto do carro funerário pode imprimir a relação:
                       -branco – céu, transcendente, paz.
                       -preto – morte, tristeza, luto.
Já na foto da Avenida São João, percebe-se que o fotógrafo quis retratar o cotidiano das pessoas. Ela passa uma sensação de movimento, de atividade, em decorrência da maioria das pessoas na foto estarem andando. 

Estas fotos são da série “Fantástico”, e são fotos em que podem haver muitas interpretações, muitos signos. 
Nas fotos das noivas, foi analisado que elas podem ser a mesma pessoa e fazerem parte de uma seqüência de episódios, ou podem não ser a mesma pessoa e não terem ligação alguma.
No caso de elas serem a mesma pessoa, pode-se interpretar que a noiva I está aguardando o trem para partir, depois de, desiludida,  ser abandonada no altar,  ou será que ela é quem abandonou o noivo? E então, na seqüência ela sobe essa escada, já mais desiludida ainda, o que é percebido pelo fato de ela já estar sem o véu. Talvez pense em se atirar de lá de cima.
Se não são a mesma pessoa, a interpretação pode ser a mesma, mas sem a seqüência de fatos. Além disso, o fato de a noiva I ainda estar de véu, pode representar uma situação em que ainda não se adaptou, tanto no caso de ter sido abandonada como no caso de ser ela quem tenha abandonado.
Nestas fotos as cores também exercem influência nos signos, pois como são em preto e branco, passam a sensação de tristeza, de ausência, de solidão...
Já na foto “O passeio no Jardim da Luz”, há, primeiramente, a incógnita: é de fato uma senhora, ou seria um manequim? 

Nas fotos do álbum intitulado New York, Kossoy retratou muito a cidade em si, com seu cotidiano e sua multidão, como na foto de 1976 sem título, e também retrata em outras dessas fotos como essas de 1971, a solidão, o ertar sozinho, o caminhar sozinho. Nessas fotos há a sensação de tristeza, de melancolia, de ausência, que novamente é reforçada com a ausência de cor.
Na foto  “Bowery”, é interessante notar a relação que provavelmente o fotógrafo fez com o fato de o homem, adulto, estar deitado num carrinho de bebê.
Pode-se associar essa imagem à idéia de abandono, de descaso desse ser com ele mesmo. Também parece que ele está segurando uma garrafa de bebida, e associando isso ao fato de estar deitado num carrinho de bebê, passa uma impressão de que esse ser não tem condições de cuidar de si mesmo, e que precisaria dos cuidados de alguém, assim como é a realidade do bebê. 
Já na foto “Manifestação contra a Guerra do Vietnã”, fica evidente o paradoxo que existe, já que em se tratando de uma manifestação, espera-se ver uma agitação, um descontrole, pessoas gritando, enfim uma manifestação. Mas o que se vê na foto, é exatamente o contrário: pessoas deitadas, imobilizadas, sem nenhuma movimentação. Talvez essas pessoas estejam mortas.


Nas fotos do álbum Brasil 70, Kossoy tenta retratar um país que ninguém ainda tenha visto, em imagens que podem chocar, fazer ri e ate se relembra do passado.
As fotos desse álbum, onde em uma, um senhor esta com os braços na cintura e fazendo pose e a senhora olhando pra câmera, e em volta tento pessoas de aspecto  convencionais, na outro os tipo de moradia que se encontra na regiões e o cotidiano dos cidadãos, demonstra o dia - a - dia da cidade de Salvador, em que você pode encontra todos os tipos de pessoas e estilos, convivendo em harmonia pela cidade pela cidade. Um fato curioso das fotos, e que ela pertence a serie Cartões Anti-Postais, ou seja, são imagens bonitas e interessantes de se verem, mais que não seriam vinculadas como cartões postais da cidade.
Logo em seguida a gente ver uma foto de uma carrossel sendo usado por pessoas aleatórias, demonstrando o cotidiano simples das pessoas daquela cidade, que não importa onde estão, o que se interessa  e se reunir com os amigos e parentes em algum local para se conversar.



Nas fotos sem título no México, percebe-se que Kossoy utilizou elementos urbanos que passam mensagem de alegria, de otimismo. Um aspecto que se nota em uma dessas fotos, é o fato de o anúncio comunicar que se conquista mais quem sorri, mas o homem na foto está sério. Apesar de essas fotos serem em preto e branco, não passam a impressão de tristeza, como em muitas outras do fotógrafo, já que há muito a presença da luz.
Nas fotos tiradas na Normandia e em Kubrik, o autor novamente parece querer retratar a melancolia, a nostalgia, o frio, o que novamente é reforçado com a ausência de cores.
Na foto em Hhitchcock, o fotógrafo faz uma homenagem a este, que foi autor de filmes de terror e suspense.
Percebe-se nesta foto que realmente parece haver um suspense com o fato de possivelmente alguém estar espionando, espreitando através da janela, talvez planejando algo.
na foto em Hamburgo, parece que novamente Kossoy quis passar, com a cama vazia a impressão de ausência, talvez de uma possível morte.
E na foto em Valle de los caídos, há novamente a sensação de nostalgia, de tristeza, de frio, causada pela presença da grande nuvem cinza e ainda pela ausência de cor na foto.

5. Considerações finais
Podemos concluir então que o fotografo Boris Kossoy, tem um estilo sombrio de se ver o mundo, motivo então, por ele tira suas fotos apenas em preto e branco, para não demonstra as cores que dão vida ao nosso planeta.

6. Referências
MACHADO, Arlindo -  A ILUSÃO ESPECULAR introdução à fotografia.
 São Paulo: Editora Brasiliense. 2009.
Imagens disponíveis e retiradas do site do fotografo Boris Kossoy< http://www.boriskossoy.com/ >




Um comentário:

luis eduardo borda disse...

A primeira frase do artigo dá a entender o oposto do que o autor quer dizer.
O fundo preto dificulta enormemente a leitura. Não consegui transportá-lo para o word, ademais.
O fato de serem fotografias preto e branco não é demérito. Tampouco posso concordar que se possa atribuir tristeza a fotos preto e branco. Assim, discordo inteiramente da conclusão final do artigo. Recomendo um embate maior com a questão fotográfica, sobretudo com a questão da fotografia em preto e branco. Há muitos livros que tratam disso.
Ficaria melhor se as fotos fossem maiores. Afinal, são o objeto da análise, não?
A escolha das fotos e do fotógrafo me pareceram boas, assim como a análise está bem interessante. Porém há erros de português, como: "pode encontra" ao invés de "pode encontrar".